Linguagem Jurídica
26.4.05
 
Ordem Narrativa.
Uma vez selecionados os fatos a narrar, deve-se buscar a linha temporal narrativa. Normalmente, mais aconselhável é a linearidade: partir-se dos eventos mais antigos para os mais recentes.

Para situar a narrativa, devem ser apostos alguns marcos temporais, indicativos do momento em que estes ou aqueles fatos tiveram lugar, em relação aos demais: verbos, advérbios e locuções adverbiais.

Além disso, o texto deve ser lido e relido, verificando se nada ficou fora de ordem. Estes, aliás, os erros mais comuns, que sobrevivem ao texto mal revisado:

1) Falta de elementos indispensáveis para a compreensão dos fatos. Às vezes, são fatos tão simples, e tão naturais, que esquecemos de registrá-los. Por exemplo: citar que dois litisconsortes são casados, indicar que o autor é proprietário do bem danificado, etc.;

2) Falta de identificação das partes ou dos demais personagens da ação narrada.

3) Falta de elementos de identificação temporal. Às vezes, esquecemos de mencionar uma data (de notificação, por exemplo), e a narrativa toda perde sentido.

4) Narração não-linear. Não há obrigação em narrar-se os fatos em ordem cronológica crescente, mas isso auxilia a compreensão do texto.

5) Emprego errado de verbos, de advérbios ou de expressões adverbiais.

6) Confusão entre o sujeito de uma oração e o de outra. Erros de concordância verbal e nominal.

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