Linguagem Jurídica
11.5.05
 
Predicado.
Entende-se por predicado, em análise sintática, o que se declara do sujeito, e essa função é normalmente exercida pelos verbos: “A águia voou”.

Quando o verbo trouxer um complemento, este fará parte dele, ou seja, o predicado passará a ser constituído de todo o conjunto verbo-complemento. Por isso, de acordo com o seu núcleo, existem três espécies de predicado: verbal, nominal e verbo nominal.

O predicado verbal é o constituído:
a)ou só do verbo, que não exija complemento (intransitivo): “O menino caiu”,
b)
b) ou do verbo, que não seja de ligação, e do seu complemento (integrante ou não): “Isso depende da lei”. “Ele caiu no rio”.


Verbo de ligação (ser, estar, andar, parecer...) é um verbo de estado, vazio de sentido, que apenas liga o sujeito ao seu predicativo. Quando aparece o verbo de ligação, está-se, em regra, diante de um predicado nominal.

O predicado nominal tem por núcleo um nome ou expressão de valor nominal: “A sentença é magnífica”. “Os desembargadores parecem desatentos”. “Os réus estavam sem palavras”. “As sentenças andam pouco convincentes”.

No predicado nominal, o núcleo do predicado é o predicativo do sujeito, isto é, palavra ou expressão que qualifique o sujeito.


O predicado verbo-nominal admite dois núcleos: um verbal e um nominal. Muitas vezes, são formados por verbos nocionais, os que indicam uma ação, são transitivos (pedem objeto) e trazem uma noção acerca do objeto (predicativo do objeto). Exemplo:

“O juiz considerou o réu culpado.”

- o juiz= sujeito
- considerou= verbo nocional, núcleo verbal do predicado
- o réu= objeto direto do verbo considerar - culpado= predicativo do objeto, núcleo nominal do predicado.

Outros exemplos:
“A sentença julgou improcedentes os embargos.”
“O relator considerou intempestivo o recurso.”
Note que o predicativo do objeto (culpado, improcedentes, intempestivo) deve concordar com o objeto, não com o sujeito.
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